skip to Main Content
Passos cortou apenas 50% em fundações, ficando o estado pagar ainda 150 milhões por ano

Passos cortou apenas 50% em fundações, ficando o estado a pagar ainda 150 milhões por ano

A Fundação Mário Soares entre 2008 e 2010 recebeu um milhão e 272 mil euros de apoios do estado pagos pelos contribuintes. Este é um exemplo de muitos.

Passos Coelhou tentou cortar em fundações. Do conselho de Ministros de 28 de Fevereiro deste ano saiu uma resolução – posteriormente publicada em Diário da República – que daria conta do corte de relações, e de financiamento, a mais de 400 fundações. Mas nem tudo é o que parece, e as fundações mais “caras” continuam com cortes mínimos.

 

Passos cortou apenas 50% em fundações, ficando o estado pagar ainda 150 milhões por ano

 

Governo quer, mas lei não permite

Segundo avançou o Semanário O Diabo de 25 de Junho, o Governo quis extinguir quase 30 fundações das quais não tem competência para o fazer, por estarem sob a alçada a administração local.
Ainda no campo das Fundações em funcionamento, o Governo tentou em vão extinguir também algumas fundações de universidades, como a Fundação Carlos Lloyd de Braga (Universidade do Minho), a Fundação Cultural da Universidade de Coimbra, a Fundação Museu da Ciência (Universidade de Coimbra), a Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Fundação da Faculdade de Ciências e
Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a Fundação Luis de Molina (Universidade de Évora) e a Fundação para o Desenvolvimento da Universidade do Algarve.
O mesmo aconteceu com algumas fundações do ensino superior: Fundação Fernão de Magalhães para o Desenvolvimento (Instituto Politécnico de Viana do Castelo), Fundação Gomes Teixeira (Universidade do Porto), Fundação Instituto Politécnico do Porto e Fundação Nova Europa (Universidade da Beira Interior).

No total, das 59 fundações a encerrar que não estavam sob a alçada da Administração Central, apenas 20 encerraram.

Desde que a crise “começou”, em 2008, foram criadas mais de 80 fundações.

 

Em 2014 Portugueses podem voltar a “pagar” as fundações

Os cortes a 20% e 30% nas verbas para as fundações foi incluída no Orçamento de Estado para 2013 mas tem apenas duração de um ano. Ou seja, se não forem colocadas estas reduções para o Orçamento de Estado de 2014, os Portugueses vão continuar a pagar cerca de 150 milhões de euros por ano.

Contas feitas com extinções e reduções, Passos Coelho apenas conseguiu poupar 50% do que queria, ou seja, 150 milhões de euros por ano. E se nada for “dito” sobre os cortes no Orçamento de Estado para 2014, voltamos quase aos 300 milhões.

 

Sou um geek com 35 anos, trabalho há mais de meia vida na Internet. Atualmente sou administrador de sistemas na área de webhosting e segurança informática, trabalho também com escrita criativa para marketing digital e mais umas coisas em modo workaholic. Defensor dos direitos digitais.

This Post Has 4 Comments

Back To Top
Ver
Esconder