Por cada minuto que passa, a Segurança Social e o conjunto dos trabalhadores e aposentados são lesados em € 1903, a favor dos capitalistas mais inúteis.

O acréscimo da dívida entre 2010 e 2011 daria para aumentar em € 10.9 por cada cem euros, as pensões de velhice.

 

A dívida à Segurança Social - o longo conluio entre empresários manhosos e o Estado

 

Há um lastro histórico que atravessa os vários governos e que transporta para empresários vigaristas, dinheiro da Segurança Social, que pertence ao coletivo dos trabalhadores portugueses. Essa drenagem corresponde a € 1903 por minuto.
Paralelamente, perseguem-se como criminosos, trabalhadores, desempregados e pobres, por dívidas de poucos euros.

Essa continuidade faz-se silenciosamente, com toda a impunidade e perante a indiferença cúmplice da classe política e dos media; pretendem seja aceitável que o pecúlio da Segurança Social, verdadeiro fundo de pensões dos trabalhadores portugueses, seja amalgamado com as contas do Estado e, portanto sirva para reduzir o deficit.

Essa lógica sistémica tem ainda um outro objetivo, o da descapitalização da Segurança Social, a apropriação pelas seguradoras e fundos de pensões do nosso futuro, o aprofundamento da mercantilização das nossas vidas.

Sucedem-se e mediatizam-se planos para combater a fraude e a evasão de contribuições para a Segurança Social, com resultados limitados no tempo, parcos no conteúdo e, sobretudo que não alteram nada de fundo. Isto é mais uma expressão do feliz concubinato entre o Estado e os capitalistas, mormente os mais cúpidos e incapazes.

O roubo é mensurável e os responsáveis dessa gestão danosa têm nomes.

 

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Grazia Tanta