Vários grupos hacktivistas andam a caçar pedófilos na Internet, deixando os seus dados online como nome, número de telemóvel e IP. Este pode ser o ponto de partida para uma investigação.

Os SideKingdom12 e os Hackers Street estão a caçar pedófilos na Internet. Através de nicks de crianças, falsos, apanham conversas onde pessoas com por vezes 30 anos aliciam crianças.
Tecnicamente, não é um crime. Conforme se sabe pelo Código Penal, a mera intenção de aliciar ou de cometer um crime, por si, não é um crime.
Mas deixa qualquer pessoa de bom coração a pensar: e se fosse realmente uma menina jovem a ser aliciada, até onde podia ir a conversa?

Quando conseguem obter factos que provem o aliciamento, os Anonymous, através de Skype e outras ferramentas, conseguem saber o IP das pessoas e a zona de onde são. Da mesma forma, obtém ainda as fotos e por vezes o número de telemóvel.

O Tugaleaks encontrou alguns telemóveis dentro das várias “provas” facultadas pelos grupos hacktivistas e pode confirmar que não são os chamados ‘burner phones’. Alguns encontram-se registados junto da operadora móvel, com nome completo e morada.

De que estão à espera as entidades para agir?

 

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No verão de 2013 o grupo Sudoh4k3rs já teria feito uma operação semelhante, com a mesma tática: localizar pedófilo e expo-los online.

Na altura, em entrevista à RTP, um advogado questionou a legalidade desta operação. Os Sudoh4k3rs desabafaram: se não somos nós a fazer, quem o faz?

 

Criaram vídeo a pedir apoio de mais hacktivistas

Foi ontem criado um vídeo a pedia o “apoio” das restantes equipas de hackers em Portugal para que se “juntem a nós” e combatem a pedofilia.

 

 

 

As informações encontram-se

nas páginas Hackers Street e SideKingdom12.

 

Tito de Morais, do site Miudos Segureos na Net, considera “positivos todos os esforços no sentido de promover a sensibilização e prevenção do abuso sexual de crianças e jovens. No entanto, pessoalmente, apesar de as compreender, tenho algumas reticências relativamente a este tipo de abordagens pois podem resultar em casos de justiça popular, algo que é contrário ao Estado de Direito onde todas as pessoas têm direito à presunção de inocência até que uma sentença tenha transitado em julgado”.
Tomando os prints como verdadeiros, podemos considerar que estamos perante casos de aliciamento sexual de crianças e jovens, se na realidade as interacções forem entre um(a) adulto e um(a) criança ou jovem”, indica ainda. Ressalva no entanto que “temos um longo caminho a percorrer, nomeadamente no domínio da prevenção {da pedofilia]”.